Compartimentação

22/06/2022 | Notícias | 0 Comentários

A compartimentação confina o incêndio por um determinado período, evitando que ele se espalhe, atingindo outros ambientes ou mesmo danificando a estrutura, com o objetivo de que o entorno possa ser evacuado e protegido.

Compartimentar significa, de acordo com o Eng. Antonio Berto, pesquisador chefe do Laboratório de Segurança ao fogo e a Explosões do IPT: “Reduzir áreas de risco, como óbvias vantagens financeiras: “

“A compartimentação é sempre desejável, a fim de evitar a propagação do fogo e da fumaça”

Um incêndio poderia facilmente passar da linha de produção para o estoque. A compartimentação dificulta que isso aconteça, diminuindo as perdas potenciais. Ela também traria compensações financeiras na contratação do seguro”.

Compartimentar significa também manter o incêndio em dimensões controláveis e salvaguardar a integridade física dos ocupantes da edificação.

Nesse sentido, as medidas de compartimentação facilitam o combate ao fogo; limitam o número de pessoas em risco num determinado momento; dão tempo para que as pessoas que se encontram em zonas sem fogo escapem; e providenciam zonas de refúgio temporário, viabilizando a evacuação segura da edificação.

O eng. Berto afirma, portanto, que compartimentar ambientes não significa isolá-los uns dos outros, mas sim providenciar áreas e acessos pelos quais os ocupantes da edificação possam sair com segurança: “Ao se compartimentar uma área, devem-se prever também rotas alternativas de saída e, por isso, a compartimentação interage com a questão das saídas de emergência.

Compartimentar

Uma área segura deve dar acesso a outra e assim sucessivamente, até se chegar ao exterior do edifício”.

Assim, a compartimentação é essencial em ambientes como hospitais, por exemplo, onde muitos dos ocupantes podem estar impedidos de se locomover: “Como resolver a questão da segurança contra incêndio em hospitais se não for com compartimentação? Só ela pode oferecer condições para que todos os pacientes sejam retirados a tempo”.

Fonte Revista Incêndio

 

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